Doação de órgãos: saiba como proceder

Publicado em: 18 de agosto de 2022

Muito se fala sobre a doação de órgãos como uma possibilidade de salvar vidas, mas o processo de se tornar doador pode ser mais complexo do que as pessoas imaginam.

Nós, da Neo Assistência, buscamos veicular conteúdos com informações sobre procedimentos pré e pós-falecimento, e vamos esclarecer as principais dúvidas sobre doação de órgãos neste artigo. Acompanhe! 

Doação de órgãos: saiba como salvar outras vidas

A Lei n.º 9.434, de fevereiro de 1997, traz todas as regulamentações acerca da doação de órgãos no Brasil, e há um ponto de extrema importância, ao qual muitas pessoas não se atentam: a doação só ocorre mediante autorização da família ou do cônjuge, ainda que a pessoa já tenha expressado sua vontade antes do falecimento.

Entenda como funciona a doação de órgãos e o que é preciso para salvar vidas.

Como funciona a doação de órgãos

A doação de órgãos diz respeito à remoção de um tecido ou órgão saudável de uma pessoa para aplicação em outra, conforme a necessidade do caso.

Há doações que acontecem com o doador vivo, outras, por um doador falecido. É claro que, no caso de a pessoa estar viva, a doação só pode envolver tecidos que não comprometam a integridade vital da pessoa.

Já no caso de doador falecido, as possibilidades de retirada de órgãos são maiores, porém, é indispensável a autorização da família. No mais, a morte encefálica do doador precisa ser confirmada, constatada pela equipe médica e pelos exames cabíveis.

Em todo caso, seja doador vivo ou falecido, é crucial que haja compatibilidade entre o doador e o paciente que receberá o órgão ou tecido.

Quais órgãos podem ser doados?

Coração

O coração pode ser doado se o doador ainda não tiver apresentado parada cardíaca (apenas morte cerebral). 

Ademais, o órgão pode permanecer preservado por até 6 horas. Logicamente, não é uma doação possível para pessoas ainda em vida.

Córneas

As córneas podem ser preservadas em solução específica por até 7 dias. São tecidos que não podem ser doados em vida.

Fígado

O tempo de preservação desse órgão é de até 24 horas e só pode ser doado se o doador não tiver sofrido uma parada cardíaca (apenas morte encefálica). No mais, doadores vivos podem doar apenas uma parte do fígado.

Ossos

Se removidos até 6 horas após a morte, os ossos podem ficar preservados por até 5 horas. Também podem ser doados em vida.

Pâncreas

O pâncreas, assim como o fígado, deve ser removido enquanto não há parada cardíaca. No caso, pode ser preservado por até 24 horas, e não há possibilidade de doação em vida.

Pele

A pele pode ser preservada por até 2 anos e doada por pessoas ainda em vida. São retirados 1,5 milímetro de espessura das costas, da barriga ou das coxas.

Pulmões

Os pulmões devem ser retirados do doador após a morte encefálica e antes da parada cardíaca. Após a retirada, ficam preservados por, no máximo, 6 horas.

A doação de pulmões em vida acontece em casos excepcionais e permite a utilização de apenas um deles.

Rins

Podem ser retirados até 30 minutos após o paciente ter a parada cardíaca e ficam preservados por até 48 horas. No caso de doação em vida, apenas um rim pode ser doado.

Quem pode ser um doador de órgãos? Quais os pré-requisitos para doar?

Você pode ser doador de órgãos em três situações:

  • Após o falecimento, com parada cardíaca, sendo possível doar tecidos como córneas, tendões e válvula cardíaca;
  • Antes da parada cardíaca (após a morte encefálica), podendo doar coração, pâncreas, pulmões e fígado;
  • Ainda vivo, com consentimento, podendo doar parte do fígado, do pulmão, um dos rins, além de medula.

Importante: no caso de doador morto, é preciso ter a morte comprovada, a autorização da família e não ter tido a saúde comprometida durante a vida.

Como faço para doar órgãos?

Quer salvar vidas? Para ser um doador de órgãos é preciso:

Conversar com a família

A Lei determina que a família deve autorizar a doação de órgãos. Por isso, é fundamental conversar com os familiares o quanto antes e avisar sobre a sua vontade.

Procure esclarecer mitos e conversar bastante sobre o assunto, principalmente se algum familiar se mostrar mais resistente.

Adicionar uma autorização na identidade

É possível solicitar uma segunda via do documento de identidade, adicionando o aviso de se tratar de um doador de órgãos.

Não é o único passo necessário, mas ajuda a comunicar os médicos e a família.

Navegue pelo site para obter mais informações sobre doação de órgãos e outros procedimentos importantes pré e pós-falecimento. Aproveite para conhecer nossos planos funerários.

Queremos proporcionar maior tranquilidade aos nossos clientes. Nos comprometemos a auxiliar as pessoas a se planejarem e encontrarem acolhimento e orientação em momentos delicados.

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